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With ice, please
Respiro palavras.
Sou tinta vazada da caneta, impressa nas alvas entrelinhas.
Marcada na história a nanquim.
Desnudo verdades e afirmo as incertezas como quem de tudo sabe.
Mas vou descobrindo se é realidade ou ilusão no passo dos espaços entre dígrafos e hiatos.
-V.
“Girls are trained to say, ‘I wrote this, but it’s probably really stupid.’ Well, no, you wouldn’t write a novel if you thought it was really stupid. Men are much more comfortable going, ‘I wrote this book because I have a unique perspective that the world needs to hear.’ Girls are taught from the age of seven that if you get a compliment, you don’t go, ‘Thank you’, you go, ‘No, you’re insane.’”
~

Lena Dunham (x)

Why I love her and why you should too.

(via taylorswift)


taylorswift:

youareinloves:

taylor swift is like that aunt that tries to be “hip” with the young’ns and “with the times” and then asks you what does bae stand for and after you tell her she starts calling everything bae even the lamp next to the couch

HEY YOU HAVEN’T SEEN THE LAMP NEXT TO MY COUCH AND I WILL HAVE YOU KNOW THAT IT IS, IN FACT, VERY MUCH BAE.


Você pode até achar clichê ou meloso demais, mas toda vez que temos a chance de conversar é como se eu pudesse aguentar só um pouco mais.

-V.


1 month ago 0 notes • reblog

Humano.

A luz do sol reflete a tinta prateada que cobre todo o meu ser nesse palco a céu aberto daquela banda de rock em frente ao mesmo banco. Todos os dias. Apenas a vibração daquela guitarra é capaz de passar pelo brilho e me causar arrepios, ou mesmo arrancá-lo em riscos tortos que descem pela minha face.

O dia é uma multidão apressada, cinza, comprometida, sempre atrasada, sempre conversando com alguém que não está ao seu lado. Não existe um dia em que eu seja o foco dos flashes, mesmo com essa coroa de espinhos e uma tocha nas mãos. Sou a liberdade, ilhada em um mar de gente.

Não posso me mover, sou proibida pelas ondas que me cercam. Congelada aqui, sou apenas uma estátua, o caos me consome e não há nada que possa fazer para controla-lo.

A lua toma o lugar do sol, o sol toma o lugar da lua e assim se passa. Já faz mais de um ano que estou presa aqui, segurando a arte, segurando a revolta, segurando as pontas, segurando o ar para não me afogar.

-V. 


1 month ago 0 notes • reblog

Nota cinquenta e seis

Enquanto a distância
constrói muros

eu tento te fotografar
com as palavras
que digo.


E que venha a nova era


2 months ago 0 notes • sourcereblog

“Homossexualidade e heterossexualidade são como sutiã e biquini, exatamente a mesma coisa, mas um é aceito em público e o outro não.”


Me lembro quando o Tumblr se revoltou com o Eduardo Surita e ele chamou nós de “Unicornios”. Todo mundo usava os themes oferecidos pelo Tumblr mesmo. Depois, começamos a usar os themes da NTBR. Os themes enfeitados era os mais fodas. Os posts eram só com gifs, não fotos e não tinha photoset nem quotes. Os meninos respondia a ask incorporando a Clarice Lispector, e falavam que preferia coração ao invés de bunda e seios. Ninguém criticava ninguém na época. Respeito era o nosso lema, todo mundo tinha respeito pelo próximo. Os seguidores, posts e asks ficavam na dashboard. Não tinha a inbox ali em cima na forma de uma caixinha, que avisava quando chegava a ask. Bom, mudou muito, não é mesmo? Mas não foi o Tumblr em si, foi as pessoas. E hoje, bom, hoje vocês sabem como o Tumblr é.


"I was naked. You would have loved it."


As reticências que ignorei.

Em um quarto iluminado apenas pela fraca sugestão de luz da lâmpada de escrivaninha vintage há um quadro, daqueles feitos de cortiça onde colocamos notas para que relembremos o que devemos fazer ou que fizemos. No meu caso é onde encontram-se as evidências, conectadas por fios vermelhos cortados de um novelo de lã, os fios do destino.

É tudo um tanto confuso e, certamente, admirável, uma bela bagunça. Os fios se entrelaçam e embaraçam de maneira imprevisível, mesmo que tudo conectado por eles já tenha acontecido, ao acaso.

Mantenho-me parada, analisando tudo ali, como as evidências de um crime sem solução do arquivo morto, mas aquele vermelho sangue - que foge ao meu controle, por mais que determine aonde começa e termina  - mantem tudo vivo.

O acaso parece, agora, proposital. A luz enfraquece, já não consigo enxergar os fios com clareza, a bagunça me reflete, há uma confusão. Como não percebi que nunca adiantou determinar o começo e o fim se a lã tem vida própria? Me desculpe, se desculpe.

Mantenho-me longe, pois os fios passaram a enrolar meu pescoço, mas acredito que a história nunca possa mudar, estou fadada aos mesmos nós, achei que fosse diferente, mas é assim, simples assim. 

-V.


Feliz dia do Amigo.